Fazenda Olaria – Fonte: Jornal Regional, 2019. 

Rio Claro

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Gentílico: Rio-Clarense 

Histórico

É impossível falar da história de Rio Claro, sem mencionar o antigo município fluminense de São João Marcos. Por muito tempo a história dessas duas cidades caminharam juntas. São João Marcos foi uma próspera cidade no século XIX e Rio Claro também se destacou com o apogeu cafeeiro na região. A cidade por muitas décadas pertenceu a São João Marcos. Uma curiosidade que remonta o ano de 1822 foi a estada de D. Pedro I na fazenda da Olaria na antiga cidade de São João Marcos. O futuro imperador pernoitou na fazenda entre os dias 15 e 16 de agosto, de onde partiu rumo ao estado de São Paulo, onde semanas mais tarde proclamou a Independência do Brasil às margens do rio Ipiranga. A fazenda, junto da cidade de São João Marcos, foram desocupadas e demolidas para a ampliação da capacidade da represa de Ribeirão das Lajes. São João Marcos desapareceu da História e aquela que um dia foi uma das cidades mais ricas do Brasil Império caiu no esquecimento por décadas. Enquanto isso, Rio Claro cresceu. Com o declínio cafeeiro a cidade passou a sediar pastos para gado leiteiro (IBGE, 2022) no lugar das extensas plantações de café. Uma curiosidade histórica muito interessante sobre o município é a ironia de São João Marcos ter se tornado um distrito de Rio Claro no ano de 1938, o que de certa forma colaborou para o processo de destruição da cidade. Em 2022, Rio Claro sobrevive do turismo e da agropecuária. 

Geográfico 

Nos oitocentos, Rio Claro, durante algumas décadas, pertenceu ao extinto município de São João Marcos (anteriormente São João do Príncipe) que, por conseguinte, estava nas terras da Vila de Resende. Segundo o site do IBGE (2022), a freguesia de Rio Claro se tornou uma vila e se desmembrou de São João Marcos entre os anos de 1849 e 1850, constituída apenas do distrito sede (Rio Claro). Em 1891 foi criado o distrito de Santo Antônio do Capivari e anexado a Rio Claro, que só se tornou uma cidade de fato em 1929. Rio Claro, até o ano de 1938, só possuía dois distritos (Rio Claro e Santo Antônio do Capivari), quando o território de São João Marcos foi anexado à cidade, aumentando consideravelmente seu território. Uma curiosidade muito interessante, é que o distrito de Arrozal, hoje pertencente ao município de Piraí, no passado já pertenceu a Rio Claro. Na segunda metade do século XX muitas mudanças aconteceram na cidade, como uma curiosa alteração no nome do município que em 1943 deixou de se chamar Rio Claro e passou a ser Itaverá. O distrito de Santo Antônio do Capivari também trocou de nome, passando a se chamar Parado e posteriormente Lídice, nome que permanece até hoje, em homenagem a uma cidade na Tchecoslováquia. Rio Claro voltou ao seu nome original somente em 1956. Em 2022, Rio Claro possui 5 distritos, sendo eles: Rio Claro, Getulândia, Lídice, Passa Três e São João Marcos (IBGE, 2022), sendo um dos maiores municípios em território da região do médio vale do paraíba.  

Social

Uma família muito importante viveu em Rio Claro no século XIX. Os Souza Breves e os Moraes foram uma família muito influente na região do médio paraíba, possuindo muitas propriedades além de muito poder aquisitivo no Brasil Imperial. Thiago Campos Pessoa Lourenço (2010) afirma que “(…) os Breves conformavam uma das mais ricas famílias do Brasil Império, além de estarem envolvidos em questões importantíssimas para a definição da sociedade brasileira de época.”. Além de serem influentes política e socialmente, ainda participavam ativamente da vida econômica. Os breves possuíram inúmeros escravizados e como Lourenço analisa em sua pesquisa, muitos quilombos de resistência à escravidão nasceram nas propriedades da família ainda no século XIX. Como exemplos de propriedades que os Breves possuíam dentro do território de Rio Claro podemos citar a Fazenda de Manga Larga, Fazenda S. Joaquim da Grama, além da Fazenda de Santo Antônio da Olaria onde Pedro I pernoitou quando estava a caminho de São Paulo. 

No século XX o poder dos Breves já não é mais o foco na vida social de Rio Claro. Outros aspectos  sociais da cidade podem ser levantados neste momento da história, como a criação do quilombo Alto da Serra no distrito de Lídice em 1958, e que sobrevive até os dias de hoje, ou do famoso carnaval rio-clarense, que possui vários desfiles espalhados pelos distritos do município, além da tradicional missa na quase bicentenária Paróquia dedicada à Nossa Senhora da Piedade, no centro da cidade. Todos esses aspectos culturais do município atravessaram o século XX e se fazem presentes no ano de 2022. Rio Claro, apesar de ser uma bucólica cidade interiorana, é bem animada com as suas festividades e tradições. 

Hino de Rio Claro 

ENCRAVADA NA FLORESTA ATLÂNTICA

DE GRANDE ACERVO CULTURAL

RIO CLARO CULTIVA SUA GRANDEZA

PELA HISTÓRIA E PELO CLIMA TROPICAL

ERGUENDO COM SUAS MONTANHAS

CONTRAFORTES DA SERRA DO MAR

FOI PARADA DE PRINCESA E

IMPERADORES QUE NA CORTE DESEJAVAM

CHEGAR (BIS)

RIO CLARO, RIO CLARO

DE SANTANA E SÃO JOÃO MARCOS

COM MONTANHAS E CASCATAS

TU ÉS GRANDE, TU ÉS BELA RIO CLARO (REFRÃO)

CIDADE DE FAGUNDES VARELA

GRANDE POETA NACIONAL

E TAMBÉM DA FAMÍLIA PORTUGAL

QUE FEZ HISTÓRIA NO BRASIL COLONIAL

TERRA DO CAFÉ, DA CACHOEIRA CASCATA

DA LÍDICE TCHECA E DO RIO DA PRATA

GRANDE PATRIMÔNIO AMBIENTAL

BELO CENÁRIO DE UM PAÍS NATURAL

GRANDE PATRIMÔNIO AMBIENTAL

BELO CENÁRIO DE UM PAÍS NATURAL

(REFRÃO)