Fonte: Prefeitura Resende, 2022.
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Gentílico: resendense
Histórico
Muitos resendenses fizeram parte da Guarda de Honra do Imperador D. Pedro I, às margens do rio Ipiranga, em 7 de setembro de 1822. Segundo o historiador Cláudio Moreira Bento (2001), Antônio Prado Ramos Cordeiro, foi o resendense que levou, junto de Paulo Bregaro, a famigerada carta de D. Leopoldina ao futuro imperador do Brasil, pedindo que o marido proclamasse a Independência do País. O resendense e seu parceiro de viagem entregaram a carta ao futuro imperador em 07 de setembro de 1822. Ainda no século XIX, Resende assistiu e presenciou o apogeu cafeeiro no Brasil, que auxiliou no desenvolvimento social e econômico da cidade. Atualmente existe no município muitas fazendas que ainda guardam o auge do café e a escravidão no Vale do Paraíba Fluminense.
O século XX trouxe inúmeras mudanças no comportamento social e na dinâmica econômica do município. Escolas e praças foram erguidas, indústrias começaram a se instalar na cidade, pontes mais resistentes foram inauguradas e a localidade crescia num ritmo acelerado, tal como nos conta a dissertação de Cíntia Sampaio Ribeiro Roesler (2019). Em 1944 foi instalada em Resende a AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras), que colocou a cidade mais uma vez em grande foco no cenário nacional.
Atualmente, Resende continua crescendo, sendo uma das maiores cidades do médio paraíba. Seus patrimônios históricos ligados ao período colonial e imperial do Brasil sobrevivem até hoje e alguns deles podem ser visitados. A herança industrial do século XX mantém aceso o desenvolvimento econômico da cidade que “(…) atrai a atenção de investidores e empresas de diversas partes do Brasil e do mundo pelas possibilidades que oferece.” (PREFEITURA RESENDE, 2022). Resende, nos 200 anos de independência, com toda certeza se modificou, seja política, econômica ou socialmente, e guarda nas suas ruas, praças e demais edificações um pedaço importante da história do Brasil.
Geográfico
Em 1822 fazia 21 anos desde o decreto que eleva a freguesia Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre da Paraíba Nova à Vila de Resende, nome dado em homenagem ao Vice-Rei do Brasil, o Conde de Resende. A localidade, por muito tempo, foi o maior povoamento do interior da província do Rio de Janeiro e abrangia quase todos os territórios que hoje compõem as demais cidades. Segundo a prefeitura municipal de Resende (2022), a antiga Vila de Resende se estendia desde a fronteira com o estado de São Paulo até pouco antes da Serra das Araras, fazendo, ainda, divisa com o município de Angra dos Reis, onde hoje se localiza a cidade de Rio Claro. Ao longo dos séculos XIX e XX o território de Resende se transformou drasticamente, com muitas vilas que pertenciam outrora à cidade, tornando-se cidades e vilas independentes, como foi o caso dos municípios de Barra Mansa (1832), Itatiaia (1988) e Porto Real (1995). Em 2022 Resende possui 07 distritos, segundo o site oficial da prefeitura municipal.
Social
No oitocentos, século da Independência do Brasil, a população resendense, assim como em muitas outras vilas da região, era composta pela população escravizada e pela população branca livre. Muitos foram os quilombos construídos em Resende, neste período, de modo a resistir a escravidão. No fim no século XIX, com o declínio do café na região, a cidade já possuía banco, teatro, cinema e meios de hospedagem (ROESLER, 2019, p.22). Em 1922, já no Brasil República, a população de Resende cresceu exponencialmente com a instalação de indústrias a partir de 1912 (PREFEITURA RESENDE, 2022), o que fez com que a dinâmica social da cidade se alterasse quase que por completo. O município recebe inúmeros emigrantes e imigrantes. A aristocracia local tem uma nova mentalidade e novos costumes, com novas edificações urbanas e novos meios de se viver. A missa na Igreja de Nossa Senhora da Conceição é uma tradição na cidade e acontece desde a sua fundação em 1832, demonstrando o quão devota é a população resendense. Em 2022, a população de Resende, segundo o IBGE (2021), é estimada em 133.244 pessoas.
Hino de Resende:
RESENDENSES, ENTOEMOS UM HINO
QUE FULGURE QUAL MUNDO DE SÓIS
A ESTA TERRA QUE É UM BERÇO DIVINO
DE POETAS, DE ARTISTAS, DE HERÓIS!
EIA, POIS, FERVOROSOS SAUDEMOS
DE RESENDE, A CIDADE GENTIL
ONDE O BERÇO, ENTRE FLORES, TIVEMOS
SOB UM CÉU TODO AZUL, TODO ANIL! (ESTRIBILHO)
CHOVAM BÊNÇÃOS DE LUZ SOBRE O DIA
EM QUE O SEU CENTENÁRIO ELA FAZ!
QUE NOS ENCHE DE DOCE ALEGRIA
QUE VENTURA TÃO DOCE NOS TRAZ!
DE OUTRO SÉCULO O SOL MAJESTOSO
SURGE AGORA IMPONENTE BRANDÃO
DESTE VALE, DOURANDO AMOROSO
TODA A NOVA E AROMAL FLORAÇÃO!
O ITATIAIA EMERGINDO DAS BRUMAS
EI-LO, O SÉCULO NOVO A SAUDAR!
E O PARAÍBA O SEU MANTO DE ESPUMAS
VAI CONTENTE E CANTANTE, A ARRASTAR.
QUE ESTE DIA, DA PÁTRIA, NA HISTÓRIA
FULJA SEMPRE COM MAGO ESPLENDOR!
E QUE VIVA NA NOSSA MEMÓRIA
TODO LUZ, TODO PAZ, TODO AMOR!